sexta-feira, 4 de março de 2011

Poesia, o imaginário como espelho do mundo concreto.

Poemas de LUIZ CARLOS AMARO, retiradas do livro "Poemas em Preto e Branco"

ser + Ser

Como ser o negro mais esclarecido
sem ressuscitar o ser Castro Alves
na negritude à sombra desiludida
a esperar nascer que a morte salve,

nesse retumbar letárgico de lírios
a sepultar o negro X ativista,
antípodas dos mais antigos martírios
presente em todo eu maniqueísta.

Emerge do sonho de claro segredo,
ver em negro eis a solução: mudar
a premissa, amar o sujeito do medo,


requer sangue na cor, até na discórdia
abre internos caminhos pra reparar
nesta vida ou na morte, negros acordem...





CORDIAIS

Violam o eu do negro
matam seus poemas,
mas ficam as idéias
amargas de concreto.

Servis deturpam o papel
cúmplices no horror
com alvas mentalidades
coitaram a razão.

Grito em minha negra dor
neofascistas de aluguel
privam-me das letras,
mas não da liberdade.

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