segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Fórum Social Temático 2012
O Sindisindi está presente no Fórum Social Temático de 2012 com a atividade Reflexo do "desenvolvimento" dos povos e comunidades tradicionais que faz parte do eixo temático Direitos dos povos e territórios e defesa da mãe terra.
Venha assistir o filme "Narradores de Javé" que será seguido de debate e reflexões sobre os acontecimentos que fazem parte do cotidiano de muitos brasileiros. O filme retrata a história oral - e a tentativa de escrevê-la - do povoado do Vale do Javé, no interior da Bahia. O enredo se baseia na tentativa dos moradores registrarem no papel as histórias de valor que aconteceram na cidade, pois esse está prestes a virar uma represa de uma hidrelétrica.
Local: Sede do Sindisindi/RS - Av. Voluntários da Pátria, 595 conj. 1604 e 1605
Data: 25/01/2012
Horário: 14h30min
A Raça Humana
A raça humana é
Uma semana
Do trabalho de deus
A raça humana é a ferida acesa
Uma beleza, uma podridão
O fogo eterno e a morte
A morte e a ressurreição
A raça humana é o cristal de lágrima
Da lavra da solidão
Da mina, cujo mapa
Traz na palma da mão
A raça humana risca, rabisca, pinta
A tinta, a lápis, carvão ou giz
O rosto da saudade
Que traz do gênesis
Dessa semana santa
Entre parênteses
Desse divino oásis
Da grande apoteose
Da perfeição divina
Na grande síntese
A raça humana é
Uma semana
Do trabalho de deus
A raça humana é
Uma semana
domingo, 25 de dezembro de 2011
Boas Festas!
Que o ano novo que está chegando seja de muita saúde, harmonia, conquistas, amizades, amor, de oportunidade, diálogo, tolerância, de trabalho, de lutas e de vitórias, de exercício de ciadadania, de valorização, enfim tudo de bom que a vida possa nos oferecer.
Que 2012 seja um ano de Paz!
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Àfrica berço da humanidade
Moro na cidade mais humana, só que o humanismo praticado aqui é o mesmo que venho vendo ao longo de séculos, onde nós negros ainda somos excluídos sob diversas formas, seja pelo não cumprimento da leis, seja pela intolerância, falta de oportunidade e de diálogo.
A cada novo ano, a cada 20 de novembro, renovo minha esperança de um mundo melhor, de uma sociedade solidária, pacífica, onde todos tenham valorizado o seu potencial como cidadãos e que as diversas etnias que aqui residem sirvam para se respeitar e celebrar cada vez mais a diversidade.
Infelizmente o que presenciei ao longo de anos e ainda agora nesta semana da consciência negra tenho presenciado, sentido, visto é um grande descaso pela minha cultura, a cultura negra, isto que o ano de 2011 é o ano internacional para descendentes de africanos, o município deveria estar comprometido em promover o respeito à diversidade e se empenhar cada vez mais para assegurar a integração dos afrodescendentes em todos os segmentos da sociedade.
Desde o início da organização da semana da consciência negra de Esteio, onde estavam presente, representante do governo municipal, movimento negro, sociedade civil, o sentimento era de união, de integração, de combate ao racismo e ao preconceito, posso até parecer ingênua, mas sei muito bem dos diversos interesses, promoção, sempre disse e digo o povo negro é um povo pacífico, mas nunca foi passivo, somos guerreiros, corajosos e valorosos, meus ancestrais construíram, com muito sangue e suor a riqueza deste país e agora o que vejo é muita lei sendo discutida em gabinetes, a resistência de dar formação aos professores para que efetivamente as leis sejam cumpridas, a dificuldade de se conseguir equipamentos básicos para realizar as ações que nos propusemos a fazer, a falta de verba, pois a semana da consciência negra e a lei federal que diz ser obrigatório o ensino da história da África e dos descendentes de africanos ainda não foram aprovadas como leis do município de Esteio. Basta! Não posso me calar diante de tanto desrespeito para comigo e para com o meu povo preto, não posso mais aceitar que fiquem colocando os movimentos sociais uns contra os outros, a fim de desmobilizar o pouco que ainda conseguimos fazer, não quero mais ver este município marcar a parada livre no dia da consciência negra, pareceu-me que foi para nos colocar em conflito pois o dia 20 de novembro é uma data nacional conquistada pelo Movimento Negro, para reflexão e louvação ao nosso grande herói, de negros, índios e brancos, pois nos quilombos não residiam somente negros, mas todos aqueles que a sociedade excluía, e Zumbi, nosso símbolo de luta e resistência nos deixou esse legado, de continuar a luta, de levar adiante seus ideais, hoje (21-11) quando cheguei na Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya em Esteio, às 19h, o que fui recebida pelo secretário de cultura, que nos indicou o auditório para assistir o teatro conforme publicado na página: http://www.esteio.rs.gov.br/, tive uma infeliz surpresa,
1º - O horário divulgado estava errado, o espetáculo não era às 19h e sim às 20h.
2º - O espetáculo era gratuito e não como constava na página de que era R$ 5,00.
3º - Não houve divulgação do evento, tendo em vista que nem todos os moradores de Esteio tem computador e muitos mesmo tendo computador não tem acesso à internet.
4º - Se o município estivesse mesmo comprometido em aplicar a Lei 10639-03, o público alvo deveria ser estudantes e professores, pois acredito que a educação é que vai fazer as mudanças necessárias para erradicar a discriminação e promover o respeito à diversidade e heranças culturais.
Assisti ao espetáculo com um público de 7 pessoas, garanto que foi emocionante, os atores altamente qualificados e o tema abordado na peça “Sorriso Negro” precisa ser visto, debatido por toda a sociedade esteiense. Espero sinceramente voltar a assistir este espetáculo com aquela casa lotada, ainda neste ano de 2011, Ano Internacional para Descendentes de Africanos e a Àfrica é o berço da humanidade.
2012 é ano eleitoral e eu não quero que os meus irmãos negros sejam vistos somente como eleitores, mas sim como cidadãos, merecedores de dignidade, de oportunidades.
Fica aqui para reflexão a frase de Martin Luter King:
“O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Sindisindi/RS realiza debate sobre o trabalhador negro no Rio Grande do Sul
Na Semana da Consciência Negra, o Sindisindi/RS promove um bate-papo com o tema O trabalhador negro no Rio Grande do Sul: ontem e hoje. Será dia 17 de novembro, quinta-feira, às 18h30min, no auditório do Sindipolo (Av. Júlio de Castilhos, 596, Centro de Porto Alegre).
Quem conduzirá a conversa será Jorge Euzébio Assumpção, mestre em História, atua na Secretaria Estadual da Educação, na Sociedade Educacional Leonardo da Vinci (Iergs) e é professor dos cursos de graduação e pós-graduação da Faculdade Porto-Alegrense (Fapa). Sua principal área de pesquisa é Escravidão, nos seguintes temas: resistência, África, charqueada, negro e Rio Grande do Sul. Com uma vasta produção acadêmica, Euzébio Assumpção tem publicados diversos livros e artigos e faz parte do corpo editorial da revista História & Luta de Classes.
Como podem ver, o evento é imperdível. Contamos com a presença de todos!
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
2011 é o Ano Internacional dos Afrodescendentes
A sociedade brasileira é uma das mais ricas de todo o mundo em termos de cultura e diversidade racial. As fontes de dados sobre a questão racial vêm-se aperfeiçoando e mostram claramente que as atitudes discriminatórias contra as populações indígenas e negras persistem na sociedade brasileira.
2011 é o Ano Internacional dos Afrodescendentes, uma oportunidade para refletir sobre as consequências do tráfico de escravos, cuja prática infame contribuiu, em parte, para a formação da sociedade moderna, em todas as regiões do mundo, e cuja história pode ajudar a nutrir nosso pensamento sobre sociedades multiculturais e multi-étnicas atuais.
O tráfico de escravos nasceu do racismo e da negação das culturas, e ensinamentos que podem ser extraídos daí devem ser o pilar da luta em prol da igualdade dos direitos e contra as novas formas de escravidão ou de comércio com seres humanos.
A história do tráfico de escravos fornece visão única sobre quase quatro séculos de vínculos e intercâmbios entre pessoas e culturas. Cada um de nós precisa ser habilitado para aprender sobre esse passado e recuperá-lo, como passo necessário para construir novo espaço comum. Gerenciar a diversidade cultural e lutar contra o preconceito e discriminação racial são problemáticas fundamentais no mundo em globalização.
A luta pela liberdade das negras e dos negros brasileiros jamais cessou. Em 1971, um significativo capítulo de nossa história vinha à tona pela ação de homens e mulheres do Grupo Palmares. No Rio Grande do Sul foi revelada a data do assassinato de Zumbi, um dos ícones da República de Palmares. Passados sete anos, ativistas negros reunidos em congresso do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial cunharam o 20 de novembro como Dia da Consciência Negra. Em 1978, era dado o passo que tornaria Zumbi dos Palmares um herói nacional, vinculado diretamente à resistência do povo negro.
Herdamos os propósitos de Zumbi dos Palmares, Luiza Mahin, Ganga Zumba, Lanceiros Negros, Carolina Maria de Jesus, Oliveira Silveira, João Cândido, Abdias do Nascimento e legiões de homens e mulheres negras que se rebelaram a um sistema de opressão. Lançaram mão de suas vidas a se conformarem com a prisão física e de pensamento. Contrapuseram-se ante às tentativas de aniquilamento de seus valores africanos e contribuíram com seus saberes para a fundação e o progresso do Brasil.
Orgulhosamente, exaltamos nossa origem africana e referendamos a unidade de luta pela liberdade de informação, manifestação religiosa e cultural. Buscamos maior participação e cidadania para os afro-brasileiros e nos associamos a outros grupos para dizer não ao racismo, à discriminação e ao preconceito racial.
Que este 20 de Novembro, onde se comemora os 40 anos da “Consciência Negra”, seja de muita festividade, alegria e renove nossas energias para continuarmos nossa trajetória para conquista de direitos e igualdade de oportunidades. Estejamos todos, homens e mulheres, negros, índios, brancos, irmanados nesta caminhada pela liberdade e pela consciência da riqueza da diversidade racial!
“A cada novo 20 de novembro, Zumbi se espraia, amplia o seu território na consciência nacional, empurra para os subterrâneos da história seus algozes, que foram travestidos de heróis"
Sueli Carneiro





