Ter consciência negra é dar oportunidade igual à todos, é lutar pela paz, é ver na diversidade o valor da humanidade, é tratar os negros brasileiros como cidadãos brasileiros.
domingo, 18 de novembro de 2012
Consciência Negra
Ter consciência negra é dar oportunidade igual à todos, é lutar pela paz, é ver na diversidade o valor da humanidade, é tratar os negros brasileiros como cidadãos brasileiros.
domingo, 14 de outubro de 2012
Pedofilia:Trauma irreparável na vida de uma criança, não podemos calar.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Luther King, dá uma dica a mais de como realizar teu sonho!
Só os brancos nascem?
Deixo estas imagens e algumas reflexões. Em um ano apenas de publicação, o que somente uma revista de maternagem e cuidado infantil foi capaz de semear? Não vejo bons frutos nisto.

(março de 2012)
Esta é edição deste mês de março, 2012, da Revista Pais & Filhos, Editora Manchete. Feita em São Paulo, tem circulação e renome nacional nesta área de cuidado infantil, ao lado da Revista Crescer. Fofinho, não? Aliás, todas as crianças são fofíssimas, despertando aquela vontade de encher de cheiro aquela bolinha rosa, loira e de olhos azuis. Ops...como assim? É, então, amig@s. Algo muito simples: para a Revista Pais & Filhos, só os brancos nascem, e preferencialmente os brancos loiros e de olhos claros. Só as crianças brancas são fofinhas. Num país em que @s negr@s são, pelo menos, 51% da população, nenhuma fofinha criança negra - nenhumazinha - recebeu espaço de capa da Pais & Filhos no tempo de um ano inteiro. Mostro a vocês aqui, retrospectivamente, as capas de março de 2012 a março de 2011 - 13 edições completamente brancas. Para um país 100% branco talvez - reforço, talvez - isso não fosse tão indecente.

(fevereiro de 2012)
Acontece que somos um país de maioria negra. Em alguns estados, a população negra é até pequena; em outros, predominante. Negras e negros de várias tonalidades, vários tipos corporais, diversas etnicidades; cabelo pixaim, enrolado, misturado, nariz mais largo ou mais fino, negritudes diversas que no entanto são reconhecidas socialmente pela sua matriz africana e toda a história que comporta o corpo negro. Essa história indesejável, para a matriz europeia, tem sido constantemente relegada ao esquecimento das páginas escritas - mas não é esquecida de nenhum modo: porque, se não nas páginas dos historiadores clássicos, no corpo das pessoas que a carrega. Por isso o corpo d@ negr@ é tão negado, invisibilizado. Porque conta uma história indesejável a uma ideologia hegemonicamente branca.

(janeiro de 2012).
E se tem algo que a história negra carrega é acerca do fundamento da família. A família, nos sentidos afro-brasileiros (assim como nos povos nativos), é quem sustenta, congrega, fortalece, permite existir e resistir. A mãe que conduz os filhos, pelejando duramente para garantir suas vidas neste mundo sob leis humanas tão desumanas, é a mulher negra que centraliza a força da casa, do terreiro, da comunidade. Se não é mãe de sangue, é mãe-madrinha, mãe-de-santo, mãe-vó. A família, para os povos negros, tem a força da origem e da continuidade. É o espaço em si de guarnição - espiritual e social. Daí que se formam quilombos: numa casa ou numa rua, mães, tias, avós, irmãos, primos e primas se aquilombam, sem a classificação dicotômica de "família nuclear" e "família extensa", comum à família da cultura burguesa.




(edições de dezembro a setembro de 2011)
Por que não temos imagens de crianças negras em um ano de edições da Revista Pais & Filhos. Porque pais, mães e filhos e filhas negr@s não interessam à revista. Ela simplesmente assume o padrão racista do que branco desejável, negando terminantemente a negritude brasileira. O maior problema dessa postura racista é que perpetua a negação da família negra aos olhos da sociedade em geral. Primeiramente, impõe uma imagem familiar que exclui os pais e filhos negros; nega, portanto, às mães negras (porque às mães é destinada a revista, apesar do título) se sentirem parte de uma dimensão materna - o cuidado infantil. Consequentemente, nega aos bebês negros o direito de pertencerem a este universo dos anjinhos, dos serezinhos que devem receber cuidados e mimos especiais.





(edições de agosto a abril de 2011)
texto: Rebeca Oliveira Duarte
http://observatoriodoracismovirtual.blogspot.com.br/
terça-feira, 5 de junho de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
13 de maio - Dia nacional de Denuncia Contra o Racismo
A abolição, em 1888, não foi por justiça social, mas por uma necessidade de inserir o Brasil na economia mundial, uma vez que o capitalismo era incompatível com a escravidão então vigente no Brasil. A Lei Áurea não incluiu os libertos na vida social, nem tampouco o Estado e a Igreja garantiram aos trabalhadores já libertos assistência e proteção.
Atualmente, a população negra brasileira não tem garantido o cumprimento integral da Constituição Federal no que se refere a "Todos são iguais perante a Lei". Temos como exemplo a expectativa de vida dos negros, que é menor que a dos brancos; a não implementação da Lei 11.645/08, que diz ser obrigatório o ensino da história da África e dos negros brasileiros – na maioria das escolas, a matéria ainda é tratada como optativa no currículo escolar, dependendo da direção de cada instituição.
Os negros brasileiros sofrem com o racismo, com contradições, angústias, frustrações, exclusões. Para nós, negros, a discriminação não passa desbercebida porque sentimos e somos atingidos diretamente em nossa pele, nossa saúde, nossa segurança, nossa autoestima, nossa moral, nossa cultura, nossa educação e ainda não usufruímos da nossa cidadania plenamente.
terça-feira, 27 de março de 2012
O Brasil é sim um país racista
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
NÃO BASTA SERMOS FELIZES, É PRECISO QUE OS OUTROS NÃO SEJAM DESGRAÇADOS!
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Fórum Social Temático 2012
O Sindisindi está presente no Fórum Social Temático de 2012 com a atividade Reflexo do "desenvolvimento" dos povos e comunidades tradicionais que faz parte do eixo temático Direitos dos povos e territórios e defesa da mãe terra.
Venha assistir o filme "Narradores de Javé" que será seguido de debate e reflexões sobre os acontecimentos que fazem parte do cotidiano de muitos brasileiros. O filme retrata a história oral - e a tentativa de escrevê-la - do povoado do Vale do Javé, no interior da Bahia. O enredo se baseia na tentativa dos moradores registrarem no papel as histórias de valor que aconteceram na cidade, pois esse está prestes a virar uma represa de uma hidrelétrica.
Local: Sede do Sindisindi/RS - Av. Voluntários da Pátria, 595 conj. 1604 e 1605
Data: 25/01/2012
Horário: 14h30min
A Raça Humana
A raça humana é
Uma semana
Do trabalho de deus
A raça humana é a ferida acesa
Uma beleza, uma podridão
O fogo eterno e a morte
A morte e a ressurreição
A raça humana é o cristal de lágrima
Da lavra da solidão
Da mina, cujo mapa
Traz na palma da mão
A raça humana risca, rabisca, pinta
A tinta, a lápis, carvão ou giz
O rosto da saudade
Que traz do gênesis
Dessa semana santa
Entre parênteses
Desse divino oásis
Da grande apoteose
Da perfeição divina
Na grande síntese
A raça humana é
Uma semana
Do trabalho de deus
A raça humana é
Uma semana
domingo, 25 de dezembro de 2011
Boas Festas!
Que o ano novo que está chegando seja de muita saúde, harmonia, conquistas, amizades, amor, de oportunidade, diálogo, tolerância, de trabalho, de lutas e de vitórias, de exercício de ciadadania, de valorização, enfim tudo de bom que a vida possa nos oferecer.
Que 2012 seja um ano de Paz!
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Àfrica berço da humanidade
Moro na cidade mais humana, só que o humanismo praticado aqui é o mesmo que venho vendo ao longo de séculos, onde nós negros ainda somos excluídos sob diversas formas, seja pelo não cumprimento da leis, seja pela intolerância, falta de oportunidade e de diálogo.
A cada novo ano, a cada 20 de novembro, renovo minha esperança de um mundo melhor, de uma sociedade solidária, pacífica, onde todos tenham valorizado o seu potencial como cidadãos e que as diversas etnias que aqui residem sirvam para se respeitar e celebrar cada vez mais a diversidade.
Infelizmente o que presenciei ao longo de anos e ainda agora nesta semana da consciência negra tenho presenciado, sentido, visto é um grande descaso pela minha cultura, a cultura negra, isto que o ano de 2011 é o ano internacional para descendentes de africanos, o município deveria estar comprometido em promover o respeito à diversidade e se empenhar cada vez mais para assegurar a integração dos afrodescendentes em todos os segmentos da sociedade.
Desde o início da organização da semana da consciência negra de Esteio, onde estavam presente, representante do governo municipal, movimento negro, sociedade civil, o sentimento era de união, de integração, de combate ao racismo e ao preconceito, posso até parecer ingênua, mas sei muito bem dos diversos interesses, promoção, sempre disse e digo o povo negro é um povo pacífico, mas nunca foi passivo, somos guerreiros, corajosos e valorosos, meus ancestrais construíram, com muito sangue e suor a riqueza deste país e agora o que vejo é muita lei sendo discutida em gabinetes, a resistência de dar formação aos professores para que efetivamente as leis sejam cumpridas, a dificuldade de se conseguir equipamentos básicos para realizar as ações que nos propusemos a fazer, a falta de verba, pois a semana da consciência negra e a lei federal que diz ser obrigatório o ensino da história da África e dos descendentes de africanos ainda não foram aprovadas como leis do município de Esteio. Basta! Não posso me calar diante de tanto desrespeito para comigo e para com o meu povo preto, não posso mais aceitar que fiquem colocando os movimentos sociais uns contra os outros, a fim de desmobilizar o pouco que ainda conseguimos fazer, não quero mais ver este município marcar a parada livre no dia da consciência negra, pareceu-me que foi para nos colocar em conflito pois o dia 20 de novembro é uma data nacional conquistada pelo Movimento Negro, para reflexão e louvação ao nosso grande herói, de negros, índios e brancos, pois nos quilombos não residiam somente negros, mas todos aqueles que a sociedade excluía, e Zumbi, nosso símbolo de luta e resistência nos deixou esse legado, de continuar a luta, de levar adiante seus ideais, hoje (21-11) quando cheguei na Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya em Esteio, às 19h, o que fui recebida pelo secretário de cultura, que nos indicou o auditório para assistir o teatro conforme publicado na página: http://www.esteio.rs.gov.br/, tive uma infeliz surpresa,
1º - O horário divulgado estava errado, o espetáculo não era às 19h e sim às 20h.
2º - O espetáculo era gratuito e não como constava na página de que era R$ 5,00.
3º - Não houve divulgação do evento, tendo em vista que nem todos os moradores de Esteio tem computador e muitos mesmo tendo computador não tem acesso à internet.
4º - Se o município estivesse mesmo comprometido em aplicar a Lei 10639-03, o público alvo deveria ser estudantes e professores, pois acredito que a educação é que vai fazer as mudanças necessárias para erradicar a discriminação e promover o respeito à diversidade e heranças culturais.
Assisti ao espetáculo com um público de 7 pessoas, garanto que foi emocionante, os atores altamente qualificados e o tema abordado na peça “Sorriso Negro” precisa ser visto, debatido por toda a sociedade esteiense. Espero sinceramente voltar a assistir este espetáculo com aquela casa lotada, ainda neste ano de 2011, Ano Internacional para Descendentes de Africanos e a Àfrica é o berço da humanidade.
2012 é ano eleitoral e eu não quero que os meus irmãos negros sejam vistos somente como eleitores, mas sim como cidadãos, merecedores de dignidade, de oportunidades.
Fica aqui para reflexão a frase de Martin Luter King:
“O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”





